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Bloco questiona Câmara Municipal sobre AEC

As Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) são um instrumento imprescindível numa política educativa que promova o sucesso escolar pela igualdade de oportunidades e redução das assimetrias sociais: na sua defesa, o Bloco de Esquerda enviou à Câmara Municipal um pedido de informações em relação a todas as problemáticas no acesso a AEC na Póvoa de Varzim.

Têm chegado ao Bloco de Esquerda relatos de atrasos na colocação de professores para ministrar estas aulas, e não só demasiadas crianças ficaram sem acesso a AEC por ausência de profissionais contratados a tempo, como se nota uma incapacidade na fixação destes profissionais — ilustrada pelas várias desistências de professores colocados desde o início do ano letivo. Esta situação deve-se à acentuada instabilidade profissional e desvalorização profissional vem fazendo desistir potenciais candidatos às AEC.
 
A remuneração dos profissionais é inconcebível, por não corresponder a uma valoração digna do trabalho contratado, e por não responder à realidade de profissionais que na maioria dos casos faz a sua vida entre escolas, com elevadas despesas em deslocações e gastos colossais de tempo útil com estas.
 
Às problemáticas que barram o acesso das crianças às AEC, somam-se as questões que se prendem com as substituições de atividades e ineficácia na gestão destas a nível horário: veja-se o caso das escolas de Cadilhe, Machuqueiras e Granja, em que as aulas de inglês foram substituídas por aulas de yoga ou dança, ministradas no período que se segue à hora de almoço.
 
Corre já o segundo período do ano letivo 2024/2025, e na última sexta-feira, celebrou-se o Dia Internacional da Educação — havendo ainda crianças da Póvoa de Varzim que não tiveram ainda qualquer AEC, e outras tantas que se viram constrangidas a uma oferta insuficiente ou com um planeamento ineficaz.
 
O Bloco de Esquerda considera urgente a revisão do modelo de AEC, Componentes de Apoio à Família (CAF) e Atividades de Animação de Apoio à Família (AAF), de modo a valorizar as atividades lúdicas, combatendo a sua excessiva curricularização e a precariedade dos vínculos dos profissionais e aumento das verbas remuneratórias aos profissionais das AEC.